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Divina Inspiração.
Criar um filho, plantar uma árvore, escrever um livro: o básico.
Um filho, uma árvore, até aí tudo bem. Porém, escrever um livro, existe uma grande
diferença.
Aconselhei-me com um amigo da
área: - Escreva, vá em frente, siga o instinto. - Escrever faz bem pra alma: acalma. - Entretanto, escreva sobre o que lhe é pertinente: seja
coerente. - Não se aventure em terreno desconhecido.
- Um bom criador, necessariamente não precisa ser especialista em regras
gramaticais, doutorado ou PHD na área. - Deve escolher o público alvo e deixar florar
a criatividade. - Alias, inovar é o
segredo da criação: o resto é plágio.
Pensei seriamente no assunto, reconheço
que não tenho a especialização adequada, não sou mestre, PHD em literatura. Se me permite, sou um bom observador,
autodidata, um leitor compulsivo, acho que posso me aventurar. – Se assim fosse, somente aos mestres da
gramática seria permitido.
Aprecio os lentes que resumem em
palavras a síntese do pensamento, sou fã daqueles que dominam versos, verbos, advérbios. Faço deles os melhores amigos, íntimos conselheiros,
parceiros imprescindíveis. - Se tenho há minha
disposição tantos amigos, por que não chama-los na defesa das minhas ideias?
- Porque não propor uma parceria na
composição da “obra”? - Tenho certeza que os ditos-cujos, influenciadores da minha
opinião, não se negariam.
Precisava desabafar, saciar a
ansiedade, escrever. - Mas escrever sobre
qual assunto?
Na mais
famosa de suas obras, William
Shakespeare questionou. – “To be or not to be, that's the
question”. Refleti
sobre a questão, pensei, repensei. -
Qual a minha especialidade? - Qual a minha formação? - Não sei.
- Sou apenas um observador, um leitor de entrelinhas, um pecador...
- Eureca! - A palavra mágica, a inspiração. - Sou um especialista em pecado, um inquisidor nato: - Devo
escrever sobre isso. - Pecado!
Procurei na Bíblia material e lá
encontrei algo que estarrecedor. – Não
somos a mais importante criação de Deus. - Muito pelo contrário, somos a pior.
– Só lhe trouxemos preocupações.- Desde a criação, pecamos sem parar.
Pergunta: – O que é pecado? - Pecamos
contra quem? - Contra Deus, contra os homens, contra a natureza?
Respostas a estas perguntas estão
disponíveis na Bíblia, nos pensamentos de grandes filósofos, pesquisadores, comentários
pertinentes a nossa existência, nossos descaminhos.
Não tenho dúvida, somos criação
de um Deus, parte da natureza por Ele criada.
Somos, fisicamente, a criação mais
perfeita, no entanto, pecadores inveterados, rebeldes deliberadamente
desviados da rota original.
Estamos arruinando nosso mundo e não
damos conta disso, estamos no olho do furacão, no linear duma era onde os acontecimentos
“alertados” nas escrituras principiam
a acontecer. Somos diretores do espetáculo, coautores, no
final, seremos a plateia privilegiada: - O
nosso mundo está em estado terminal.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
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